
Expresso Boiadeiro
Felipe e Falcão
Mudanças e saudade em “Expresso Boiadeiro” de Felipe e Falcão
“Expresso Boiadeiro”, de Felipe e Falcão, retrata a dor e a saudade sentidas pelo trabalhador rural diante das mudanças trazidas pela tecnologia no campo. O verso “conduzindo a boiada, vou rompendo de caminhão / Mas comigo fica sempre machucando o coração / a saudade do berrante ecoando pelo sertão” mostra claramente o contraste entre o passado, quando o transporte do gado era feito a cavalo e ao som do berrante, e o presente, marcado pela solidão e mecanização do trabalho com o caminhão. Esse contexto histórico, em que o transporte de gado passa do cavalo para o caminhão, reforça o sentimento de perda de uma tradição e de um modo de vida mais próximo da natureza e da coletividade.
A letra traz um tom nostálgico, especialmente nas despedidas: “Adeus minha mula baia, adeus / Adeus meu alazão / adeus tempo que passou, adeus / Adeus poeira do chão / Adeus minha peonada, adeus / Adeus tempo passado”. Esses versos funcionam como um lamento pela ruptura com o passado, simbolizando não só a despedida dos animais e companheiros de trabalho, mas também de uma identidade construída ao longo dos anos. O “Expresso boiadeiro” representa esse novo tempo, mais solitário e impessoal, em que o boiadeiro, agora sozinho, carrega não apenas o gado, mas também a saudade e a memória de uma era que ficou para trás.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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