
Eu Bebo
Felipe Tavares
Reflexão crua sobre autodestruição em "Eu Bebo"
Em "Eu Bebo", Felipe Tavares adota um tom confessional e direto para abordar o consumo de álcool e drogas, fugindo do tom festivo ou irônico comum em muitas músicas brasileiras sobre o tema. Logo nos primeiros versos, o artista se descreve com palavras como "medíocre", "estúpido", "besta" e "mentecapto", deixando claro o olhar autocrítico e a sensação de inadequação que permeiam a canção. Ao invés de romantizar o uso de substâncias, Tavares expõe o comportamento autodestrutivo como uma tentativa de escapar de uma realidade difícil, marcada por desemprego, roubo de dinheiro dos pais e isolamento em ambientes degradados.
A repetição de ações como beber, fumar, cheirar e se aplicar é apresentada como uma busca por alívio temporário, mas a letra deixa claro que esse alívio é ilusório. O trecho "atrás de uma viagem" reforça essa fuga, enquanto a frase "não existe paraíso escondido em nossas cabeças que algum produto químico ofereça" mostra a consciência de que as drogas não trazem felicidade verdadeira, apenas afastam o sofrimento por um momento. O pedido para que a pessoa amada desapareça e a dificuldade de "crescer por dentro" revelam um conflito interno intenso, marcado por culpa, autossabotagem e uma busca frustrada por sentido em meio ao sofrimento.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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