
É Pá Canta Lá O Fado
Fernando Farinha
Crítica à elitização do fado em “É Pá Canta Lá O Fado”
A música “É Pá Canta Lá O Fado”, de Fernando Farinha, faz uma crítica clara à transformação do fado ao longo do tempo. Farinha expressa nostalgia por uma época em que o fado era mais autêntico, popular e espontâneo, vivenciado nos bairros e entre pessoas simples. No trecho “O fado perdeu a raça / Aquela graça afadistada / Deixou de ser desordeiro / E companheiro da ramboiada”, ele lamenta a perda da essência boêmia e irreverente do fado tradicional, que fazia parte do cotidiano das classes populares e da própria experiência do artista desde a infância.
A letra também ironiza a elitização e a comercialização do gênero, ao afirmar que o fado agora é feito “para estrangeiros, para banqueiros, e para doutores” e que os intérpretes se tornaram “artistas, não são fadistas / Já são cantores”. Farinha critica o distanciamento do fado de suas origens, já que hoje é apresentado em ambientes sofisticados, como boates, em vez das tabernas e retiros onde nasceu. O refrão “É pá não fiques calado / É pá canta lá o fado” é um apelo para preservar a tradição e a autenticidade do fado, valorizando sua origem popular, marcada pela informalidade e emoção genuína. Assim, a canção funciona como um manifesto nostálgico e descontraído, mas também como um alerta sobre o risco de descaracterização de um dos maiores símbolos da cultura portuguesa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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