Feira da Ladra
Fernando Maurício
Memória e tradição em “Feira da Ladra” de Fernando Maurício
“Feira da Ladra”, interpretada por Fernando Maurício, explora como objetos antigos guardam memórias e sentimentos que vão além do valor material. A letra destaca o achado de uma guitarra velha, descrita como “de tampo, sujo, negro e desgrudado”, que simboliza a ligação entre passado e presente. O fato de o instrumento ter pertencido a um “famoso tocador que a morte há muitos anos já levou” reforça essa conexão, trazendo à tona a importância da história e das pessoas que marcaram o fado.
A música utiliza a Feira da Ladra, tradicional mercado de Lisboa, como cenário e metáfora para a saudade e a preservação da memória. Quando a letra menciona “quatro cordas em rugas de cantigas” e “quatro décimas antigas à volta de uma quadra popular”, evidencia que cada objeto carrega fragmentos de vidas e músicas passadas. O verso final, “Inda é preciso haver Feira da Ladra p'ra nos mostrar o preço das saudades!”, resume o sentimento central da canção: a feira não é apenas um local de comércio, mas um espaço onde se reconhece o valor afetivo das lembranças e da herança cultural. Assim, “Feira da Ladra” celebra a tradição lisboeta e o fado como expressões vivas da memória coletiva.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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