O Ardinita
Fernando Maurício
Relação materna e cotidiano lisboeta em “O Ardinita”
Em “O Ardinita”, Fernando Maurício retrata a relação entre mãe e filho no contexto popular de Lisboa, destacando como o afeto materno convive com pequenas transgressões do dia a dia. O personagem João, chamado de "ardinita" (gíria lisboeta para alguém travesso ou malandro), demonstra carinho verdadeiro pela mãe, mesmo admitindo que a engana e mente para ela. Isso fica claro nos versos: “Como a engano, a iludo / E lhe minto, coitadinha”, que revelam a consciência de João sobre suas atitudes, mas também o respeito e a importância que atribui à mãe, reforçado pelo refrão: “Quem tem uma mãe tem tudo, quem não tem mãe, não tem nada”.
A música utiliza expressões típicas de Lisboa, como “gramo tanto essa velhinha”, e se passa no bairro da Madragoa, aproximando a narrativa do cotidiano local e tornando a história mais autêntica. O ritual da despedida matinal, com a mãe aconselhando João a ser “juizinho” e evitar maus hábitos, e a resposta dele – “Pode ficar descansada” – ilustram a ternura e a cumplicidade presentes na relação. Mesmo com as pequenas mentiras, o amor materno permanece como o centro da vida do personagem. A canção homenageia tanto o vínculo universal entre mães e filhos quanto a cultura lisboeta, mostrando que, apesar das travessuras, o afeto familiar é o que realmente importa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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