Aldeia da Luz
Fernando Pereira
Memória e despedida em "Aldeia da Luz" de Fernando Pereira
"Aldeia da Luz", de Fernando Pereira, aborda de forma sensível o impacto emocional causado pelo desaparecimento da antiga Aldeia da Luz, submersa pelas águas do Alqueva após a construção da barragem. A letra destaca a perda de um modo de vida simples e familiar, como nos versos: “Adeus, ó casas franquinhas / Ruas estreitinhas / Quintais e hortas”. Essas imagens reforçam a sensação de despedida definitiva, enquanto a frase “São coisas mortas” evidencia a consciência de que tudo aquilo que era cotidiano agora pertence ao passado.
A música também discute o conflito entre progresso e preservação da memória coletiva. No trecho “Eras pequena demais / Dizem os tais / Que era um progresso”, fica clara a tensão entre o desenvolvimento e o valor das raízes culturais. Mesmo reconhecendo que a aldeia “passou à história” e “já não seduz”, o narrador afirma que, enquanto viver, não vai esquecer a Aldeia da Luz, mostrando a força da memória diante da perda física. O verso “Baila e diz adeus ao mundo / Vai para o fundo / Dos Lagos do Alqueva” transforma a submersão em um ritual de despedida, dando um tom de homenagem à aldeia. Assim, a canção se torna um tributo à resistência da lembrança frente às mudanças impostas pelo tempo e pelo progresso.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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