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Vem das cinzas meu cantar
Meu deserto em tuas águas
O meu corpo é todo espinha
E há de ser

Pó das escamas queimadas
Lembro pouco do lugar
De onde venho ou quase nada
O mar morto se avizinha
E pode ser

Nódoa das terras rachadas

Mangues das raízes, braços nas lamas
A fartura transbordava o rio
O cardume dançava, as algas remavam
As margens guardavam o caminho

Na paisagem, matizes
Enfeitavam a vista molhada
Que nada
Meros devaneios de vidas passadas

A brisa sinaliza a vinda dos temporais
Vem trazer notícias das bandas do sertão
Que pelo chão brotara o mar

Castelos de areia nos corais que vibram
A anunciar: Vai virar mar o sertão
Que nada

Escolhi por não lembrar
De onde venho ou quase nada
Nasci torto e o meu relato há de ser

Mó de flores estragadas
Tantas cicatrizes, berço das manhas
Criatura em dor a imaginar o rio

O Sol quente queimava
E as águas escondidas
Debaixo das estradas
Com rachaduras compridas

Todos os meus deslizes
Morrendo na pista rachada
Que nada
Meros cangaceiros de vidas traçadas

A brisa sinaliza a vinda dos temporais
Vem trazer notícias das bandas do sertão
Que pelo chão brotara o mar

Castelos de areia nos corais que vibram
A anunciar: Vai virar mar o sertão
Que nada

Composição: Achiles Neto e Marcus Marinho. Essa informação está errada? Nos avise.

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