O Fim da Picada
Festival de Música Popular - Brumado
É a faca, é a bala, é o assalto, é o susto
É o custo da vida por um fio
É a sandice, é a mesmice, a razão já me disse
É o fim da picada, é o vazio
É o brincar de ciranda de gente escolhida
Onde a gente, excluída, não pode entrar
É a festança, é a gastança sem qualquer medida
Que o Zé Brasilino está sempre a pagar
É a esperteza, é a certeza de alguém sempre ileso
Imune a um peso nem tão Dura Lex
É o perdão do pecado que vem no entremeio
Sem pombo-correio ou mesmo sedex
É o avesso do sério que ao sério desfaz
Navegar que é preciso, ao mar não se faz
E a essa babel costumeira como quem sabe o que diz
Sacrossanta demência na mais vil inocência
Bate palmas pede bis
É o avesso do sério que ao sério desfaz
Navegar que é preciso, ao mar não se faz
Sou um brasileiro já um tanto ressabiado
Corda bamba é minha sina em qualquer situação
Não sou estrangeiro mas me sinto expatriado
Se alguém me discrimina e eu não sei qual a razão
Sou um brasileiro contudo, esperançado no despertar
De uma gente que, farta de embromação já grita
Vamos em frente! Urgente se faz a hora
Ficar num chove-não-molha não dá pra ficar mais não
É a faca, é a bala, é o assalto, é o susto
É o custo da vida por um fio
É a sandice, é a mesmice, a razão já me disse
É o fim da picada
Meu Brasil!



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