Mais uma vez, varrido
Esvaziado, lambido
Desacreditado, cuspido

Mais uma vez, no tempo do vento
Do grito de amor ao afã de alento
Roído, rateado, doído, cruento

Peito sem leito, corredor do hospício
Teme má sorte, cheirando a morte
Sem rumo e remo, sem fé ou suporte
Viga de carne, sem sal ou bom corte
Doente do prumo, e amar é o vício

Mais uma podre vez de cheiro vão
Do céu ao ensaiado passo sem chão
Mocinha e vilão? Por favores, não!

Pela última vez, o vômito da saliva
Agora nojenta, nauseosa, nociva
Largado o legado, sem perspectiva

Peito sem leito, corredor do hospício
Teme má sorte, cheirando a morte
Sem rumo e remo, sem fé ou suporte
Viga de carne, sem sal ou bom corte
Doente do prumo, e amar é o vício


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