Açorda Alentejana
Filipe Romão
Tradição e afeto na letra de “Açorda Alentejana”
A música “Açorda Alentejana”, de Filipe Romão, transforma a receita da tradicional sopa do Alentejo em um símbolo de identidade regional e de laços familiares. Ao destacar ingredientes simples como “alhos, coentros e sal” e repetir versos como “É fácil fazer / Dá pouco trabalho”, a canção valoriza a tradição culinária como algo acessível, prático e profundamente ligado ao dia a dia das pessoas da região. O contexto histórico da açorda, com raízes na ocupação árabe e na cultura camponesa, está presente na valorização do prato como herança coletiva e elemento de resistência cultural.
A letra também traz um tom nostálgico e acolhedor ao relembrar memórias de infância e a transmissão de saberes entre gerações, como no trecho “Já minha avó me dizia / A força que a açorda dá / Comia todos os dias / E dez filhos estão cá”. Aqui, a açorda representa mais do que alimento: é símbolo de sustento, união familiar e força para o trabalho, reforçando o papel da culinária como elo afetivo e social. Ao citar variações do prato, como “açorda de bacalhau” ou “com umas sardinhas assadas”, Filipe Romão celebra a criatividade e a riqueza da tradição popular, mostrando que, mesmo com poucos recursos, é possível criar refeições nutritivas e cheias de significado. Assim, a música presta um tributo à simplicidade, à memória e à cultura do Alentejo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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