Aldeia Da Luz
Filipe Romão
Memória e saudade em "Aldeia Da Luz" de Filipe Romão
"Aldeia Da Luz", de Filipe Romão, aborda o impacto emocional da submersão da antiga Aldeia da Luz, consequência da construção da barragem do Alqueva. A letra destaca elementos do cotidiano, como "casas branquinhas", "ruas estreitinhas" e "telhados baixinhos", transformando-os em símbolos de uma memória coletiva ameaçada pelo progresso. O trecho “Dizem as tais / Que é um progresso” traz uma crítica direta à justificativa do desenvolvimento, contrapondo o avanço tecnológico à perda de um modo de vida e dos laços afetivos da comunidade.
A canção adota um tom nostálgico e melancólico, tratando a aldeia quase como um ser vivo. Versos como “Nem vai nascer / Em ti mais vida” e “Vá lá vai para o fundo / Lá do alqueva” reforçam a ideia de morte e despedida. A repetição do "adeus" ao longo da música intensifica o sentimento de luto, enquanto a promessa “enquanto eu viver / Não te vou esquecer” evidencia a resistência da memória diante da destruição física do lugar. Assim, "Aldeia Da Luz" vai além de relatar a história de uma aldeia submersa: questiona o preço do progresso e valoriza a importância das raízes e das lembranças na construção da identidade de quem ali viveu.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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