
Faminta
Flaira Ferro
Afirmação e ancestralidade feminina em “Faminta” de Flaira Ferro
Em “Faminta”, Flaira Ferro transforma indignação em afirmação de poder, especialmente ao se declarar “filha de Oxum com Yemanjá”. Essa referência direta às orixás, símbolos de força, feminilidade e ancestralidade, conecta a luta pessoal da artista à resistência coletiva das mulheres negras e à herança afro-brasileira. O verso “Eu como com a mão o meu próprio banquete” reforça a autonomia e a recusa em aceitar migalhas, enquanto “Eu quero comer você / Eu quero comer a vida” usa a fome como metáfora para o desejo de viver plenamente e conquistar espaço, mostrando uma postura ativa diante da vida e das relações.
A canção tem um tom combativo, evidente em frases como “Eu não peço licença pra chegar” e “Eu faço meu trampo direito / Pra macho dizer que não tô preparada”, que denunciam o machismo estrutural e a desvalorização do trabalho feminino. A expressão “Virada na jiraya”, gíria para alguém tomado por raiva ou indignação, reforça o estado de prontidão para o enfrentamento. Ao afirmar “Eu vou cantar por mim / Por minha mãe / Por minha avó / Por minha bisa”, Flaira amplia o alcance da música, transformando-a em um manifesto por todas as mulheres silenciadas ao longo das gerações. Assim, “Faminta” se consolida como um grito de resistência, empoderamento e celebração da identidade feminina, usando a raiva como força para a mudança.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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