
Meu Velho Ipojuca
Flávio José
Memórias e saudade em “Meu Velho Ipojuca” de Flávio José
A música “Meu Velho Ipojuca”, de Flávio José, aborda a degradação do Rio Ipojuca como símbolo da perda ambiental e da transformação das memórias do narrador. O verso “O teu espelho já não brilha” destaca a perda da pureza e vitalidade do rio, resultado da poluição e do assoreamento. Essa imagem do rio, que já não reflete como antes, reforça a nostalgia do narrador, que recorda a infância e a relação próxima com a natureza, marcada por conselhos maternos e pelo medo das enchentes: “Água não é brinquedo / Menino não vá pra lá”.
A letra faz um paralelo entre o destino do rio e o do próprio narrador, sugerindo que ambos foram afetados pelo tempo e pelas dificuldades: “Tu parece até comigo / Lençol de pedra / E sonho de baronesa / Nessa tristeza / Aceitando o teu castigo”. O “lençol de pedra” representa o leito do rio assoreado, enquanto o “sonho de baronesa” remete ao período em que o rio era fonte de vida e prosperidade. Assim, a canção vai além da denúncia ambiental, expressando uma saudade profunda de um tempo em que a relação entre o homem e a natureza era mais harmoniosa, e alerta para a importância de preservar tanto o rio quanto as memórias e valores ligados a ele.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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