
O Tempo e a Seca
Flávio José
Memória e saudade no sertão em “O Tempo e a Seca”
A música “O Tempo e a Seca”, de Flávio José, retrata de forma direta e tocante o impacto da seca na vida do sertanejo nordestino. No trecho “O riacho não vi mais, cheio / O inverno não voltou / E a seca que ali chegou / Não quis mais se arretirar”, o artista destaca a ausência das chuvas e a permanência da seca, elementos que marcam profundamente a cultura e o cotidiano da região. A letra mostra como a seca vai além do fenômeno natural, afetando também a vida social e as tradições locais. Isso fica claro em versos como “Passarinho foi embora / Não sei mais aonde mora / Se ainda sabe cantar” e “Não existe cantoria / Vaquejada onde havia / Muito forró prá dançar”, que evidenciam a perda da alegria, das festas e da convivência comunitária.
A canção utiliza imagens simples para transmitir sentimentos de abandono e tristeza, como em “O silêncio é a voz / Lá na casa dos avós / A tristeza foi morar”. O silêncio, que toma o lugar da música e da festa, simboliza a ausência de esperança. O refrão “Será que o tempo não chora / Quando deixa tudo para trás / Não podendo nunca mais / Tudo que passou passar” amplia o sentido da seca, transformando-a em metáfora para a saudade e para a irreversibilidade das mudanças. Assim, Flávio José, fiel ao forró pé-de-serra, transforma a experiência coletiva da seca em uma reflexão universal sobre perda, memória e o passar do tempo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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