Solidão e busca de sentido em “Eu” de Florbela Espanca
Em “Eu”, Florbela Espanca explora sentimentos de solidão, incompreensão e busca por pertencimento. Ao se definir como “irmã do Sonho”, a autora revela o contraste entre o desejo de um mundo idealizado e a dura realidade que enfrenta, reforçando sua sensação de deslocamento. O verso “Sou a que passa e ninguém vê” destaca a invisibilidade social e a solidão, temas frequentes em sua obra, mostrando como ela se sente desconectada de si mesma e dos outros.
A expressão “sombra de névoa ténue e esvaecida” transmite a ideia de uma existência frágil e passageira, marcada por um destino “amargo, triste e forte” que a conduz à morte. Isso simboliza não só o sofrimento pessoal, mas também a percepção de que sua vida é guiada por forças externas e incontroláveis. O poema aborda ainda a incompreensão das pessoas ao redor, como em “Sou a que chamam triste sem o ser”, indicando que sua dor é mais profunda do que aparenta e não se encaixa nos rótulos impostos pelos outros. No final, ao afirmar ser “a visão que Alguém sonhou... e que nunca na vida me encontrou”, Florbela expressa a busca constante por reconhecimento e pertencimento, além de um sentimento de vazio existencial. Esses elementos formam um retrato intenso de introspecção e melancolia, marcas da poética da autora.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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