Desemprego
Fogo Cruzado
Repressão e resistência juvenil em "Desemprego" do Fogo Cruzado
A música "Desemprego" do Fogo Cruzado retrata de forma direta a exclusão social e a repressão vividas pela juventude brasileira durante a ditadura militar. A repetição de "Não, não, não me aceitam" evidencia não só a dificuldade de inserção no mercado de trabalho, mas também uma rejeição social mais ampla, típica do período. O trecho "Sem dinheiro no bolso / Com a carteira limpa / Cuidado com a geral / Vagabundo se dá mal" faz uma ligação clara entre a falta de oportunidades econômicas e a criminalização dos jovens pobres. "Geral" era uma gíria para abordagem policial, comum na época, e "carteira limpa" indica a ausência de registro profissional, tornando esses jovens alvos fáceis da repressão.
A letra, marcada por frases curtas e repetitivas, transmite o sufocamento e a impotência diante de um sistema que marginaliza e criminaliza quem está à margem. Ao dizer "Nossa juventude tende a perder / Não pare seu grito que vai lhe morder", a banda alerta para o perigo do silenciamento e incentiva a resistência, mesmo diante de um futuro incerto. O contexto punk e o momento histórico reforçam a canção como um retrato fiel da insatisfação social e política dos anos 1980, mostrando a luta dos jovens contra a opressão e a busca por voz e espaço na sociedade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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