A Velhice
Folcore
Humor e crítica social sobre o envelhecer em “A Velhice”
Em “A Velhice”, a banda Folcore utiliza a ironia para transformar as limitações físicas do envelhecimento em motivo de piada, sem deixar de lado uma crítica à inevitabilidade desse processo. A letra traz situações como “ver o pau amolecendo / sem força pra levantar” e “os ovos dependurando / diminuindo a peia”, usando expressões populares e duplos sentidos para abordar temas delicados, como a perda da potência sexual, de forma escancarada e bem-humorada. Essas imagens não apenas provocam o riso, mas também mostram a franqueza com que a cultura nordestina trata assuntos considerados tabus, reforçando a identidade regional da banda.
A música faz um contraste direto entre juventude e velhice, destacando a nostalgia e a frustração diante das limitações atuais. Trechos como “E no tempo que eu era moço / Todo sol pra mim brilhava” e “Eu trepava todo dia / Chega meu pau desbotava” reforçam a ideia de que o passado era cheio de vitalidade, enquanto o presente é marcado por perdas e dores físicas, listadas de forma quase cômica: “Dói o braço dói a perna / Dói o dedo dói a mão”. Ao chamar a velhice de “uma doença / que mata qualquer cristão”, a letra brinca com o envelhecer como destino universal, mas mantém o tom leve e satírico típico do Folcore. A mistura de ritmos tradicionais com rock reforça o compromisso da banda em retratar temas cotidianos com autenticidade e humor, tornando “A Velhice” uma crítica social bem-humorada sobre o envelhecer, sempre conectada à cultura popular nordestina.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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