
Boi de Carro
Forrozão Sela Rasgada
A crítica social e a voz do boi em "Boi de Carro"
Em "Boi de Carro", do Forrozão Sela Rasgada, a escolha de narrar a história pela perspectiva do próprio boi traz à tona o sentimento de abandono e ingratidão após uma vida inteira de trabalho. O boi relembra sua trajetória ao lado do companheiro Vabor e as dificuldades enfrentadas juntos, como nos versos: “me ajoelhava no barro ou desatolava o carro”. Essa abordagem transforma o animal em símbolo do trabalhador rural, mostrando como, mesmo após anos de dedicação, ele é descartado sem reconhecimento.
A letra destaca a exploração e o sofrimento do boi, especialmente em trechos como: “batia por desaforo, cortava meu corpo inteiro com o chicote de couro”, e revela a tristeza do destino final: “meu sangue vai ser jorrado nas tabuas do matadouro”. O boi, que foi “escravo do roçado”, não recebe gratidão nem liberdade ao envelhecer, mas sim a morte. A canção utiliza a história do boi como metáfora para a desvalorização do trabalho e do sacrifício, ampliando a crítica para além da exploração animal e atingindo também a condição humana. Com isso, a música emociona ao dar voz a quem normalmente é silenciado e expõe, de forma direta, a dureza da realidade rural nordestina.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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