
E Se...
Francis Hime
Humor e crítica social em "E Se..." de Francis Hime
A música "E Se...", de Francis Hime, utiliza situações absurdas e improváveis para retratar, com humor, as esperanças e frustrações do cotidiano brasileiro. Ao citar exemplos como “E se o oceano incendiar” ou “E se o urubu cocorocar”, Francis Hime e Chico Buarque exageram de propósito para ironizar tanto as dificuldades quanto os sonhos quase impossíveis, como em “E se o Botafogo for campeão” — uma referência bem-humorada ao longo período sem títulos do clube na época. Essas imagens inusitadas reforçam o tom leve da canção, mas também trazem uma crítica sutil à realidade do Brasil dos anos 1980, como se vê em “E se o delegado for gentil” ou “E se o telefone funcionar”, que apontam para problemas sociais e institucionais do país.
A letra mistura desejos pessoais e coletivos, alternando entre humor e ternura. Quando o narrador diz “E se eu convidá-la para dançar / E se ela ficar assim, assim / E se eu lhe entregar meu coração / E meu coração for um quindim”, a música sai do absurdo social e entra no campo afetivo, usando o quindim — um doce brasileiro — como metáfora para expressar vulnerabilidade e doçura no amor. O verso final, “E se o meu amor gostar então de mim”, mostra que, por trás das ironias e situações impossíveis, existe o desejo simples de ser correspondido. Assim, "E Se..." transforma o improvável em poesia cotidiana, equilibrando crítica social, humor e emoção de forma acessível.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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