
Sinceramente, Para Ela
Francisca Borges
Afasta o medo do olhar
Sentir-te cega o meu pecar, mas
Deita, mente, diz que ela não te espera
Não te percas se não a encontrares em mim
Chuva, culpo-me da noite e choro por ti
Muda, a nuvem que te assombra anda atrás de mim
Conta a história culpada do meu fim
E dá-lhe tudo do que faltou em mim
Lembra-me a primeira vez e nunca existiram mais
Prendes duas no talvez e espera não estar errado
Abraça o tempo sem inocência, sem final
Não sofras, finge que vais
Distante, mas perto de mim
Diz-me que não sentes dor ao ouvir a minha voz
Que o que foi já passou e não sobrou nada de nós
Diz que nunca fomos nada e rouba o nosso fim
Que as canções que cantas são pra ela e não pra mim
Diz que sempre fui bonita, só não pra ti
Que a tua música nunca te fez lembrar de mim
Que pensaste em tornar-me tua, mas nunca deu
Que é tão fácil, amares alguém que não seja eu
Chuva, culpo-me da noite e choro por ti
Muda, a nuvem que te assombra anda atrás de mim
Conta a história culpada do meu fim
E dá-lhe tudo do que faltou em mim



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