
Baile da Saudade
Francisco Petrônio
Memórias e nostalgia em “Baile da Saudade” de Francisco Petrônio
“Baile da Saudade”, de Francisco Petrônio, transforma lembranças pessoais e coletivas em um retrato afetivo de uma época marcada por bailes, serestas e costumes que já não existem mais. O tom nostálgico da letra aparece em versos como “Ai, que saudade tenho / Dos bailes de outrora / Das valsas bem rodadas / De Branca e de Aurora”, que remetem tanto a experiências vividas pelo próprio Petrônio quanto a um sentimento universal de saudade por tempos mais simples e românticos. A música nasceu de forma espontânea durante uma viagem e foi finalizada em parceria, o que reforça seu caráter genuíno e emocional.
A letra traz imagens e referências específicas, como “bondinho de cem réis”, “varandas e dos coronéis”, “espartilho, bengala e palheta”, situando o ouvinte em um passado idealizado, típico das primeiras décadas do século XX no Brasil. Esses elementos não são apenas detalhes históricos, mas símbolos de um modo de vida que Petrônio, filho de imigrantes italianos e criado em São Paulo, conheceu de perto. Ao mencionar “Evocação divina da lira sonora / O baile da saudade / Dançamos agora”, a canção sugere que, mesmo com o passar do tempo, é possível reviver essas emoções por meio da memória e da música, transformando o baile físico em um baile imaginário, movido pela saudade. O sucesso da música e a associação de Petrônio ao título de “Rei do Baile da Saudade” mostram como ela se tornou um hino para todos que compartilham esse sentimento nostálgico.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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