
Tapera
Francisco Vargas
Memórias e saudade no reencontro com a “Tapera”
Em “Tapera”, Francisco Vargas utiliza o termo que dá nome à música para simbolizar não só uma casa abandonada, mas também a sensação de perda e distanciamento das origens. A escolha da palavra reforça o tom melancólico da canção, que se apoia em descrições detalhadas do ambiente rural, como “vertente de água”, “casebre corcundo” e “horta de couve”. Esses elementos não apenas situam o ouvinte em um espaço físico, mas também evocam memórias afetivas de um tempo e de uma vida que ficaram para trás.
A letra constrói uma narrativa marcada pela saudade, onde cada referência — o forno de barro feito pelo avô, a roseira plantada pela mãe, a cancha de carreira tomada pelo brejo — funciona como um elo com as tradições familiares e a simplicidade da infância. O verso “O que a terra cria esse tempo transforma / E jamais retorna pro jeito que era” resume a mensagem central da música: as mudanças são inevitáveis e o passado não pode ser recuperado. Ao revisitar a tapera, o narrador não apenas relembra, mas lamenta a passagem do tempo e a distância de suas raízes, transmitindo um sentimento universal de nostalgia e valorização das memórias familiares.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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