
Linda Rosa
Frankito Lopes
Emoção e desengano em “Linda Rosa”, de Frankito Lopes
“Linda Rosa”, de Frankito Lopes, contrapõe a doçura do tratamento e a ferida do ciúme. Entre juras feitas “com os olhos”, surge a confissão: “quando eu estava ausente, meu amor me enganava”. O chamado “minha indinha carinhosa” — e também “minha indinha dengosa” — marca a persona do artista, conhecido como “Índio Apaixonado”: sua herança indígena aparece no modo de nomear e idealizar a amada, reforçando um afeto direto e possessivo.
A narrativa começa pelo fascínio do olhar e pelo desejo de “beijar teus lábios”, mas revela controle e recato em “eles querem me olhar, mas porém você não deixa”. O título e o refrão “minha linda rosa” condensam a ideia central: beleza e delicadeza que atraem, mas também podem ferir, como espinhos do amor. Quando ele afirma “com teus olhos me falava que me amava eternamente”, a canção abre duas leituras: ela o enganava na sua ausência, ou ele se deixou iludir pelo silêncio do olhar. Ao chamá-la de “feiticeira”, o narrador traduz o magnetismo dessa mulher que encanta e confunde, mantendo o tom seresteiro de promessa e mágoa. Lançada no álbum Minhas Canções de Amor (1990) e retomada em Os Grandes Sucessos de Frankito Lopes (1992), “Linda Rosa” cristaliza um romantismo de origem nortista: vocativos carinhosos, afeto explícito e a oscilação honesta entre idealização e desengano.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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