
O Cantor E O Taxista
Fresno
Ah, não vou mais desconversar
Não vou mais desprometer
Não há tempo pra perder
Nem pra mim nem pra você
Tudo vai se acabar
É só ligar a TV
Lamentar pelo que fez
Que não se pode refazer
E, você não pode medir
Comparar a sua dor
Com outra dor qualquer que for
Todo filme é de terror
E quem sou eu pra me impedir
De ser tudo que eu sou?
Pois foi na dificuldade
Que o meu coração brilhou
Foi num táxi que eu peguei
Nem sequer cumprimentei
Pois estava tão perdido e não sabia pra onde ir
O homem abaixou o som
Disparou sem hesitar
Perguntou que cara é essa? E começou a me contar
Sobre a guerra que lutou
Sobre os tiros que tomou
E os amigos que perdeu
E sobre seus caixões chorou
E tornou a perguntar
O que eu estava a lamentar
Mas cheguei ao meu destino e saí sem lhe falar
Que eu não tenho lar
Que eu queria ter problemas como os seus
Doença d’alma que eu não sei como curar
Pois não quero ver mais um dia que nasceu
Por isso eu peço pra esse inverno acabar
Vai que as chuvas levam embora esse pesar
Vai me tirar do peito o que há muito estava lá
Eu quis fazer história
Eu quis virar memória
Se já chegou minha hora
Eu tô pronto como eu nunca estive antes
Eu tô pronto como eu não queria estar
Eu queria poder me desesperar
Com a ideia de deixar de respirar




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