
Frevo Mulher
Fulô de Mandacaru
Contrastes emocionais e cultura nordestina em “Frevo Mulher”
“Frevo Mulher”, interpretada por Fulô de Mandacaru, transforma sentimentos de angústia e solidão em uma celebração vibrante da vida, usando imagens do cotidiano nordestino e metáforas ligadas à natureza. A letra destaca a mistura de emoções opostas, como em “homens eram inverno, outros verão”, para mostrar a complexidade dos sentimentos humanos diante do amor e da busca por sentido. As estações do ano representam diferentes fases emocionais: o inverno sugere tristeza ou frieza, o verão remete à paixão e energia, enquanto o outono, em “outonos caindo secos no solo da minha mão”, simboliza perdas e mudanças.
A música também aborda o medo da solidão e a luta interna, como no verso “a folha do não-me-toque, o medo da solidão”. A planta “não-me-toque” representa sensibilidade e a necessidade de proteção diante das dores emocionais. Já “veneno meu companheiro, desata no cantador” mostra como o sofrimento pode se transformar em inspiração artística, que se revela no “açude do meu amor”, metáfora para a força dos sentimentos. O refrão, “é quando o vento sacode a cabeleira, a trança toda vermelha, um olho cego vagueia procurando por um”, traz imagens de movimento e busca, reforçando a inquietação e o desejo de preencher o vazio. Composta por Zé Ramalho e eternizada por Amelinha, a canção se tornou símbolo da resistência e da riqueza cultural nordestina, unindo o frevo animado a temas existenciais profundos.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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