
Chuá, chuá
Grupo Fundo de Quintal
“Chuá, chuá” e o cotidiano virando ritmo coletivo no samba
O “chuá” aqui não é barulho d’água, e sim o ruído de uma folha seca sob o pé. A canção transforma esse som banal em batida e memória. A narrativa é mínima e bem-humorada: “Eu pisei na folha seca / Vi fazer chuá, chuá”, reforçada pelo jeito de roda de samba de contar caso com graça em “Juro por Deus que não minto”. O refrão repetido — “Chuá, chuá...” — cria balanço hipnótico e puxa a resposta do coro, como se o próprio grupo marcasse o tempo com o pé no chão. Pouca palavra, muito balanço, e um clima de roda que aproxima quem ouve.
Esse jogo sonoro e a força do cotidiano são marcas do Grupo Fundo de Quintal, que revolucionou o pagode com o tantã, o repique de mão e o banjo de quatro cordas. Aqui, o “chuá” funciona quase como mais um instrumento percussivo. Há camadas de sentido: “chuá” costuma remeter à água e, em gíria antiga, pode significar algo caprichado. Vale ler, então, que o passo faz “chuá” e o samba ficou um “chuá” — bonito e redondo. Em gravações conhecidas, a música ainda ganha cor regional ao lembrar uma viagem ao Norte e o encontro com uma cearense, ampliando o quadro para além do quintal e encaixando o ritmo na paisagem brasileira. Mesmo quando a letra aparece mais enxuta, essa moldura ajuda a entender o clima de estrada e natureza que o som evoca.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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