
Meu Nome é Trabalho
Grupo Fundo de Quintal
Humor e crítica social em “Meu Nome é Trabalho”
A música “Meu Nome é Trabalho”, do Grupo Fundo de Quintal, usa o humor e a ironia para abordar a dura realidade do trabalhador brasileiro. O título já revela o tom irônico: o personagem se define pelo trabalho, mas está desempregado e enfrenta dificuldades para sustentar a família. Expressões como “afim de um cascalho” e “tem cinco pirralhos chorando um bocado” trazem leveza à letra, ao mesmo tempo em que expõem a precariedade do emprego e a luta diária de quem depende de pequenos bicos para sobreviver, especialmente em períodos de crise econômica, como as vividas no final dos anos 1980.
A letra faz um balanço quase cômico das várias profissões que o personagem já exerceu, de pedreiro a psicólogo, mostrando tanto sua versatilidade quanto o desespero de aceitar qualquer trabalho. O pedido repetido “Vê se quebra o galho, doutor” evidencia a dependência de favores e a informalidade nas relações de trabalho, além de ironizar a distância social entre o trabalhador e quem pode oferecer emprego. O verso “Eu não sou de roubar, eu não sou marajá / E nem sou de chegar atrasado” reforça a honestidade e o esforço do personagem, contrapondo-se à imagem de políticos privilegiados (“marajá”) e valorizando a dignidade do trabalhador comum. Assim, a música mistura crítica social, humor e simplicidade para retratar de forma acessível a realidade de milhões de brasileiros.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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