
Nega Celeste
Grupo Fundo de Quintal
Julgamento em samba em “Nega Celeste”, do Fundo de Quintal
“Nega Celeste” encena um julgamento dentro da roda de samba, em que o narrador transforma ofensas em defesa. O refrão “Quem mandou” funciona em dois planos: investiga quem espalhou as acusações e também soa como um aviso à própria Nega Celeste por ter falado demais. No calor do conflito, ela o chama de “traste”, “desastre”, “peste” e “cafajeste”; ele rebate com ironia, chama tudo de “despiste” e arremata com “Passei neste teste”. O tom mistura mágoa e deboche: “com dedo em riste” ela acusa, “ninguém me assiste” ele reclama, mas mantém a postura confiante de quem diz “te conheço bem”.
Esse humor malandro e a elasticidade verbal são marcas do pagode do Grupo Fundo de Quintal, aqui interpretando a composição de Arlindo Cruz e Jorge Carioca, lançada no álbum ao vivo de 1990. A estrutura de chamada e resposta no refrão espelha a dinâmica social da roda: um debate público sobre honra e reputação, em que o narrador se defende com música, rima e autoestima. Além do encadeamento de rimas “teste/traste/desastre/peste/cafajeste”, há ambiguidade em “Quem te mandou falar assim” — pode significar “quem te autorizou” ou “quem te informou”. No fim, o sentido é direto: ele recusa o rótulo, devolve as ofensas com graça e se afirma inocente, usando o próprio samba como prova e sentença.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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