
Quando Eu Jogo A Rede
Grupo Fundo de Quintal
Orgulho e resistência em “Quando Eu Jogo A Rede”
Em “Quando Eu Jogo A Rede”, do Grupo Fundo de Quintal, a “rede” é ferramenta de pesca, leito de descanso e gesto de conquista. A canção costura sobrevivência e afeto sem separar uma coisa da outra. O eu lírico afirma identidade e coragem: “Não nego fogo eu sou nordestino” e “Brigo com a fome num sol de rachar”, mas também abre espaço para o desejo: “Quando eu jogo a rede é pra namorar”. No imaginário que circula em torno da música, o verso “Carcará, pega, mata e come” evoca a ave símbolo do sertão e funciona como senha de tenacidade. As referências a “seu Virgulino” (Lampião) e a “seu Severino” ampliam a ideia de bravura e pertencimento, enquanto a figura da rendeira e a música de raiz oferecem consolo: “Só a sanfona pra me acalentar”.
Os versos são concretos e diretos ao narrar trabalho, escassez e dignidade: “mão de obra é dura de rachar”, “ganho pouco pra deixar meu couro” e “Farinha é ouro” expõem a dureza econômica. O cotidiano aparece na ida à venda: “vou na venda do seu Vitorino e compro bucho, jerimum, jabá”. Há disciplina e orgulho em “Só bebo água quando eu tenho sede”. A narrativa acompanha um dia de lida, a pausa na venda e o retorno para casa, quando o corpo pede trégua: “vou pra minha rede eu vou descansar”. Nesse fluxo, a “rede” guia a história entre pesca, namoro e repouso, enquanto a atitude de carcará sustenta a marcha adiante.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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