Lendas - Folclore Brasileiro
Funkeira de Konoha
Com bravura a guerrear
Da admiração ao ciúmes despertei
Tentaram minha vida ceifar
Mas com tudo lutei, lutei, lutei
Sangue do meu sangue
Veio a traição e o invejar
Sangue do meu sangue
Ao rio veio a me lançar
Da maldade esperei o pior
Mas os peixes e as águas
Sob a luz do luar, com dor e só
Vieram a me transformar
Uma bela moça sobre as pedras
Ao entardecer
Te encantar
Pro rio levar e desaparecer
Iara
Agora somos só nós
Vou te guiar
Ao som da minha voz
Nas profundezas d'água vai afundar
Anoiteceu, Lua cheia a brilhar
Salto das águas pra festejar
Chapéu na cabeça
Vestes brancas
Um ser encantado
Capaz de encantar
Ó moça bonita
Sua saia a rodar
Ao som do carimbó
Nós vamos dançar
Quer entrar no rio
Eu vou te guiar
Fuá, fuá
Até o amanhecer
Vai me procurar
Mas depois do Sol raiar
Não vai mais me ver
Quer entrar no rio
Eu vou te guiar
Fuá, fuá
Até o amanhecer
Não vai mais me encontrar
Não vai mais me ver
Jamais vai se esquecer
Amei, amei demais
Mas me envolvi
Com quem não devia jamais
Pequei, pequei demais
Aqui se faz, aqui se paga
E a punição aqui jaz
De dia de um jeito
Na noite de outro
Na madruga descontrolada
Até o galo cantar
Presa nesse tormento
De longe escutam meu lamento
Até o encanto se quebrar
Amaldiçoada
Cavalgando em disparada
Amaldiçoada
Pescoço e cabeça fogo exala
Amaldiçoada
Me perdendo no breu
Eu sou a mula
E a mula sou eu
Cachimbo na boca
Gorro vermelho
Um menino negro
Com traquinagens traz
Ágil e travesso
A magia acontece com o vento
Desaparece, redemoinhos faz
Embaraçando dos cavalos suas crinas
O caos gosta de me acompanhar
Não se assuste
Com a ventania
É que eu gosto mesmo de brincar
Pulando e pulando
De uma perna só
As coisas vão sumindo
Os panos dando nó
Pulando, pulando
De uma perna só
Não se engane, eu te engano
De mim não sinta dó
Pulando e pulando
De uma perna só
As coisas vão sumindo
Os panos dando nó
Pulando, pulando
De uma perna só
Não se engane, eu te engano
De mim não sinta dó
A Lua me encanta
Sinto que ela me chama
Pra junto dela no céu brilhar
Meu último suspiro dei
Tentando te alcançar
Com tudo nisso acreditei
Mas era apenas sua imagem
Na água a espelhar
Apesar do fim
Algo belo fez de mim
A minha gratidão
A sua comoção que me fez
Ressurgir
Aos céus na noite
Se volta ao meu olhar
Seguindo sua luz como for
Meu encanto se mostra no desabrochar
Aos céus na noite
Se volta ao meu olhar
A brilhante e bela flor
Nas águas o seu devido lugar
Na beleza no seu mais puro encantar
Na alegria momentânea do festejar
Da imoralidade sua consequência
Risos, caos
Esperança e inocência
Força da natureza
Mistérios e crenças
Eles estão entre nós
Lendas
Força da natureza
Mistérios e crenças
Eles estão entre nós
Lendas, lendas
Rastros invertidos
Caçadores e invasores confundindo
As minhas pegadas vão seguindo
Até não saber mais qual é o caminho
Se pegar só o necessário pra sobreviver
Te deixo viver
Mas se a destruição ou desperdício em você
Prevalecer
Pavor te causará
Quando seus próprios sentidos te enganar
Noção do tempo perderá
O cansaço sentirá
Sendo observado está
A punição por sua ambição
De mim irá receber
Mas é a ganância dentro do seu ser
Que na mata o fara se perder
As aparências enganam né
Uma mera ilusão
Parece ser mas não é
O que de fato as coisas são?
De longe já se escuta
O inquietante ruído
Durante toda noite pertuba
Até firmar um compromisso
Quando algo a mim é ofertado
Eu sumo, mas retorno pra cobra-lo
Caso contrário
Algo ruim irá acompanha-lo
Maldição, mau agouro
Azar, infortúnios
Suas palavras podem ser
Seu mal ou seu refúgio
Insônia
Medo constante
Assobio se aproxima cada vez mais
Não subestime o poder oculto
Ou nunca terá paz
A vida em harmonia
O equilíbrio natural é necessário
Ciclos em sintonia
A natureza é algo extraordinário
Há quem transforme a vida em cinzas por prazer
Há quem traga devastação apenas por querer
O egoísmo dentro de você
Te cega como a luz que exala do meu ser
Rebatendo seu fogo com fogo
Toda ação tem uma reação
O clarão que corta a escuridão
Do ciclo da vida guardião
Sei tudo que acontece ao meu redor
Sorrateiro, veloz e vigilante
Sua cobiça não passará impune
Aos olhos flamejantes
Apenas uma velha bruxa atenta
Aguardando em silêncio
Criança sozinha? Distraída? Desobedecendo?
Tem medo do escuro?
Já deveria estar dormindo
Na escuridão
Há muito perigo escondido
Nana neném
Que a Cuca vem pegar
Papai foi à roça
Mamãe foi trabalhar
Pesadelos te assombram?
O mundo é do oculto
Assusta o que é desconhecido
A imprudência como mágica atrai castigo
Uma oportunidade é tudo que eu preciso
Te levarei comigo
Prisão? Alimento?
O que farei contigo?
É um mistério o seu destino
A crueldade lado a lado
Violência, ódio espalhado
Falta de remorso questionável
O egoísmo era notável
Quando a morte finamente alcançou
O céu não recebeu
E o inferno não o aceitou
Enterrado não ficou
Pois até a terra seu corpo expulsou
Vagando eternamente
Condenado pelos próprios atos
Por toda parte rejeitado
Sem descanso sentenciado
Uma alma errante
Corpo apodrecido
Perambulando
Nem morto, nem vivo
Pela própria maldade
Transformado
Carrego pra sempre meus próprios pecados
No castigo do cobiçar
No cuidado ao falar
Imprudência, desobediência
Desonestidade e o seu pesar
Força da natureza
Mistérios e crenças
Eles estão entre nós
Lendas
Força da natureza
Mistérios e crenças
Eles estão entre nós
Lendas, lendas



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