
DA BEIRA
Gabriê
Amazônia e resistência em "DA BEIRA" de Gabriê
"DA BEIRA", de Gabriê, aborda de forma direta o sufocamento vivido por quem mora na Amazônia, especialmente em Rondônia, diante das queimadas e da destruição ambiental. Logo no início, a frase “Eu tô no pulmão do mundo e não consigo respirar” conecta a imagem da Amazônia como pulmão do planeta ao drama real das pessoas que, mesmo vivendo em uma região vital para o mundo, sofrem com a fumaça e a negligência. A música se posiciona como um manifesto contra os crimes ambientais e a invisibilidade do Norte, questionando até quando o povo nortista conseguirá resistir: “O norte é forte, mas até quando?”.
Gabriê utiliza a expressão “da beira” para falar tanto de um lugar geográfico quanto simbólico: a margem do mapa, do sonho e do Rio Madeira. Isso representa a periferia do país, mas também destaca a riqueza cultural e natural da região. Ao citar comidas típicas e costumes locais, como “peixe com farinha, açaí e tacacá”, a artista mostra que a memória do Norte só é ativada por elementos exóticos, enquanto questões sérias, como a luta dos ribeirinhos e indígenas, são ignoradas: “E se eu falar do ribeirinho? E do povo indígena? Sobra alguém pra escutar?”. A repetição desse questionamento reforça o sentimento de abandono e a urgência de atenção para a preservação da Amazônia e de seus povos. "DA BEIRA" se torna, assim, um grito de alerta e resistência, pedindo visibilidade e solidariedade para quem vive na linha de frente da devastação.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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