
Brites de Almeida
Gaiteiros de Lisboa
Mulher sem rumo, nem rota
Guerreira nas horas vagas
Padeira de Aljubarrota
Nasceu em Faro
De família probrezinha
Mas a fama que ela tinha
Era de ser bicho raro
Ao desamparo
Gostava de andar à briga
Dos homens era inimiga
Varria-os à bordoada
À cabeçada
Era forte como um touro
Tinha um coração de ouro
Quando um soldado
Por ela se apaixonou
Sincero se declarou
Queria ser seu namorado
Apaixonado
Aceitou-lhe as condições
Lutaram como Leões
P'ra ver quem era mais forte
Mas quis a sorte
Ser o mancebo o mais fraco
Ela fez dele um cavaco
E o pobre entregou-se à morte
Brites de Almeida
Mulher sem rumo, nem rota
Guerreira nas horas vagas
Padeira de Aljubarrota
Conta um jogral
Que abalou para Castela
Embarcou num barco à vela
P'ra fugir ao tribunal
Mas sem aviso
Vieram piratas mouros
Levaram gente e tesouros
Foi escrava de improviso
Mas num gesto triunfal
Fugiu para Portugal
Acostou à Ericeira
E caminheira
Partiu sem rumo, nem rota
Foi para em Aljubarrota
Teve oficio de padeira
Mesmo sem querer
Heroína dos enganos
Foi guerreia sem saber
Martírio dos castelhanos
Nuestros Hermanos
Levaram com a pá do forno
E Partiram sem retorno
Da terra dos Lusitanos
Mulher sem rumo, nem rota
Guerreira nas horas vagas
Padeira de Aljubarrota




Comentários
Envie dúvidas, explicações e curiosidades sobre a letra
Faça parte dessa comunidade
Tire dúvidas sobre idiomas, interaja com outros fãs de Gaiteiros de Lisboa e vá além da letra da música.
Conheça o Letras AcademyConfira nosso guia de uso para deixar comentários.
Enviar para a central de dúvidas?
Dúvidas enviadas podem receber respostas de professores e alunos da plataforma.
Fixe este conteúdo com a aula: