
Pedaço de Mim
Gal Costa
Dor e resistência em “Pedaço de Mim” de Gal Costa
Em “Pedaço de Mim”, Gal Costa interpreta uma das canções mais marcantes de Chico Buarque, composta em 1977. A letra utiliza metáforas fortes, como “a saudade é o revés de um parto” e “a saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu”, para expressar uma dor que vai além da simples ausência. Essas imagens sugerem uma perda irreparável e a impossibilidade de retorno, tornando a saudade algo físico e profundo.
O contexto histórico da música é fundamental para entender seu significado. A canção foi escrita em um período de repressão durante a ditadura militar, e há uma ligação direta com a história de Zuzu Angel, estilista que perdeu o filho Stuart Angel Jones, morto pelo regime. Assim, a letra carrega não só a saudade pessoal, mas também um lamento coletivo por perdas causadas por circunstâncias políticas e sociais. Expressões como “metade afastada”, “metade exilada” e “metade amputada” reforçam a sensação de mutilação emocional. O barco que “evita atracar no cais” simboliza a impossibilidade de reencontro, enquanto a dor da saudade é comparada a uma ferida física, sempre presente. No verso final, “eu não quero levar comigo a mortalha do amor”, há o desejo de não carregar para sempre o peso dessa dor. A interpretação sensível de Gal Costa intensifica a atmosfera melancólica, tornando a experiência da saudade ainda mais universal e tocante.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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