
Folhetim
Gal Costa
Autonomia feminina e ironia nas relações em “Folhetim”
Em “Folhetim”, Gal Costa interpreta uma mulher que desafia as expectativas tradicionais dos relacionamentos, usando a ironia para expor e manipular as ilusões masculinas. A protagonista aceita pequenos presentes, como “uma pedra falsa, um Sonho de Valsa ou um corte de cetim”, apenas para satisfazer desejos passageiros, sem se comprometer emocionalmente. Essa atitude revela independência e leveza, mostrando que ela faz suas próprias regras e não se prende a convenções românticas. O uso de presentes superficiais reforça a ideia de encontros efêmeros e a recusa em criar vínculos duradouros, refletindo o contexto da peça “Ópera do Malandro”, onde a personagem representa a liberdade feminina diante de relações fugazes.
A letra também brinca com a vaidade do parceiro ao prometer “meias verdades sempre à meia-luz”, alimentando a ilusão de posse, mas deixando claro que tudo não passa de um capítulo passageiro, como uma “página virada” de um folhetim. O convite inicial repetido e o desfecho direto reforçam o tom irônico da canção. A interpretação de Gal Costa acrescenta sensualidade e profundidade à personagem, tornando-a um símbolo de autonomia e desapego. Assim, “Folhetim” se destaca como um retrato bem-humorado e crítico das dinâmicas de poder e desejo nos relacionamentos casuais.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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