
A Deusa da Minha Rua
Gal Costa
Idealização e distância social em “A Deusa da Minha Rua”
Em “A Deusa da Minha Rua”, Gal Costa interpreta uma canção que explora a idealização e a distância social por meio de imagens poéticas e contrastes marcantes. A letra destaca como a beleza e o encanto de uma mulher transformam a rotina simples da “ruazinha modesta”, tornando-a um cenário de admiração e desejo. O narrador enxerga essa mulher como uma figura quase divina, usando comparações como “os olhos dela à lua e ao sol”, o que reforça a ideia de que ela é inalcançável e exerce forte influência sobre sua vida.
O contexto histórico da música, composta em 1939, é fundamental para entender o abismo social retratado. O narrador, de origem humilde, se apaixona por alguém de classe superior, tornando o amor impossível e gerando sentimentos de mágoa e resignação. Metáforas como “Na rua uma poça d’água / Espelho de minha mágoa / Transporta o céu para o chão” mostram como o ambiente reflete a tristeza e os sonhos frustrados do narrador. O verso “Ela é tão rica e eu tão pobre / Eu sou plebeu e ela é nobre / Não vale a pena sonhar” deixa clara a barreira social que separa os dois, transformando o amor em um sonho distante. A interpretação sensível de Gal Costa intensifica esses sentimentos, ressaltando a universalidade do desejo por algo belo e inatingível, marcado pela distância social e pela impossibilidade do encontro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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