
Baby
Gal Costa
Crítica e afeto à juventude em transformação em “Baby”
A música “Baby”, interpretada por Gal Costa e composta por Caetano Veloso, utiliza uma linguagem simples para abordar temas complexos como a alienação cultural e o consumismo, características marcantes do movimento tropicalista. Ao citar elementos do cotidiano, como “piscina”, “margarina”, “Carolina” (uma personagem popular da época) e “gasolina”, a letra ironiza a necessidade de acompanhar as novidades e tendências, refletindo a influência da cultura pop e do mercado sobre o comportamento dos jovens nos anos 1960. O verso “Leia na minha camisa” faz referência às camisetas com mensagens e slogans, que simbolizavam a moda e a comunicação superficial daquele período.
O refrão repetitivo, “Baby, baby, eu sei que é assim”, reforça o tom leve e descontraído da canção, sugerindo uma aceitação resignada desse cenário, mas também um convite ao convívio e à valorização de experiências simples, como “tomar um sorvete na lanchonete” ou “ouvir aquela canção do Roberto” (em referência a Roberto Carlos, ícone da música popular brasileira). Quando a letra diz “você precisa aprender inglês”, aponta para a influência estrangeira e a busca por modernidade. Já o trecho “comigo vai tudo azul, contigo vai tudo em paz” transmite uma sensação de tranquilidade, mesmo diante das mudanças culturais. “Baby” se destaca como um retrato irônico e afetuoso de uma juventude em transformação, equilibrando crítica social e celebração do cotidiano.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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