
Flor do Cerrado
Gal Costa
Renovação e esperança em "Flor do Cerrado" de Gal Costa
"Flor do Cerrado", interpretada por Gal Costa, transforma a ideia de fim — seja de ano, de mundo ou de ciclo — em um convite à renovação e à esperança, sem cair no pessimismo. O verso “Todo fim de ano é fim de mundo e todo fim de mundo / É tudo que já está no ar” mostra que encerramentos fazem parte de um ciclo natural, e que a sensação de apocalipse é algo recorrente, quase cotidiano. A letra trabalha a dualidade entre fim e começo, destacando que “todo ano é bom todo mundo é fim”, sugerindo que cada término traz consigo a possibilidade de um novo início.
A menção direta a Brasília e à “flor do cerrado” carrega um forte simbolismo afetivo e geográfico. O cerrado, bioma típico do centro do Brasil, representa resistência e beleza em meio à aridez. Oferecer uma flor desse ambiente é um gesto de carinho e esperança diante das incertezas. O trecho “Mas da próxima vez que eu for a Brasília / Eu trago uma flor do cerrado pra você” reforça que, mesmo diante de possíveis catástrofes — como a cidade que “vai sumir por debaixo do mar” —, ainda há espaço para gestos de afeto e renovação. A participação de Caetano Veloso, ao citar “Garota de Ipanema”, cria um diálogo musical e cultural, conectando diferentes paisagens e sentimentos brasileiros. No final, a canção reafirma que, apesar dos fins e das perdas, “tudo vai nascer”, colocando a esperança como resposta ao medo do fim.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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