
Desafinado
Gal Costa
A ironia e a autenticidade em “Desafinado” de Gal Costa
"Desafinado", na voz de Gal Costa, transforma uma crítica em motivo de orgulho e reflexão sobre autenticidade. Logo no início, a letra brinca com o julgamento alheio ao afirmar: “Só privilegiados têm ouvido igual ao seu / Eu possuo apenas o que Deus me deu”. Aqui, a canção sugere que a sensibilidade musical não é exclusividade de poucos, mas sim uma expressão genuína de sentimento, mesmo que não siga padrões técnicos tradicionais. O verso “Eu mesmo mentindo devo argumentar / Que isso é bossa nova / Isso é muito natural” reforça o tom irônico e descontraído, ao afirmar que a espontaneidade e a naturalidade são características essenciais do gênero, respondendo às críticas de que a bossa nova seria “música para cantores desafinados”.
A letra também utiliza a imagem da fotografia – “Fotografei você na minha Rolleiflex / Revelou-se a sua enorme ingratidão” – para mostrar como o olhar do outro pode ser duro, registrando apenas defeitos e ignorando sentimentos verdadeiros. O refrão final, “Que no peito dos desafinados também bate um coração”, traz uma resposta sensível e universal: independentemente de julgamentos técnicos, todos têm emoções profundas. Ao interpretar "Desafinado" no álbum "Índia" e em apresentações ao vivo, Gal Costa reforça essa mensagem com sua voz marcante, mostrando que autenticidade e sentimento são mais importantes do que a perfeição técnica, tanto na música quanto na vida.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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