
Três da Madrugada
Gal Costa
Solidão e introspecção em “Três da Madrugada” de Gal Costa
Em “Três da Madrugada”, Gal Costa utiliza a repetição do horário para marcar um momento de suspensão emocional, onde a solidão e o vazio se tornam quase tangíveis. O cenário descrito como "cidade abandonada" e "rua que não tem mais fim" reforça a sensação de isolamento, funcionando como uma metáfora para o abandono interno. O horário escolhido, tradicionalmente ligado ao silêncio e à introspecção, intensifica o tom melancólico e contemplativo da música.
A letra trabalha a dualidade entre "tudo e nada", mostrando que, mesmo cercado por uma cidade inteira, o eu lírico se sente vazio e desconectado. A imagem da "mão fria, a mão gelada" que "toca bem de leve em mim" pode ser entendida como a presença sutil da saudade ou o toque quase físico da solidão. O verso "meu pobre coração não vale nada pelas três da madrugada" revela um sentimento de desvalorização e vulnerabilidade, enquanto "toda a palavra calada dessa rua da cidade" destaca o silêncio e a falta de comunicação, elementos centrais para a atmosfera introspectiva da canção. A interpretação intimista de Gal Costa, junto ao violão de Gilberto Gil, potencializa a carga emocional, transformando “Três da Madrugada” em uma reflexão sensível sobre a solidão e o vazio existencial.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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