
Dom de Iludir
Gal Costa
Liberdade e resistência feminina em "Dom de Iludir"
"Dom de Iludir", interpretada por Gal Costa e composta por Caetano Veloso, questiona de forma direta o estereótipo da "malícia feminina" presente em canções como "Pra que mentir?" de Noel Rosa e Vadico. Ao invés de aceitar a ideia de que as mulheres são naturalmente dissimuladas, a música propõe uma reflexão sobre a individualidade e a autenticidade, especialmente no verso central: "Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é". Essa frase destaca o direito de cada pessoa, principalmente das mulheres, de ser quem é, sem se limitar a julgamentos externos ou papéis sociais impostos.
A letra também critica a desconfiança e o controle social sobre o comportamento feminino, como fica claro em "Não me olhe como se a polícia andasse atrás de mim". Esse verso denuncia o olhar acusador e a vigilância constante sobre as mulheres. Quando diz "Você diz a verdade / E a verdade é o seu dom de iludir", a canção revela a ironia de que até a "verdade" pode ser usada para manipular, invertendo o jogo de acusações. O questionamento final – "Como pode querer que a mulher vá viver sem mentir" – desafia a hipocrisia das expectativas sociais, sugerindo que, diante da repressão, a mentira pode ser uma forma de resistência. Assim, "Dom de Iludir" se afirma como um manifesto pela liberdade e pela autenticidade feminina.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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