
Samba Rasgado
Gal Costa
A celebração da mulher e do samba em “Samba Rasgado”
"Samba Rasgado", interpretada por Gal Costa, exalta a figura da cabrocha, uma mulher jovem, cheia de atitude e autenticidade, que traz consigo a energia do morro para a cidade. O verso “Cabrocha que só fala gíria / Que tem candomblé no seu sapateado” destaca não apenas a personalidade marcante dessa personagem, mas também sua forte ligação com as raízes afro-brasileiras do samba. A referência ao candomblé nos movimentos da cabrocha reforça a presença da cultura negra e popular na construção do samba, valorizando a espontaneidade e a tradição das comunidades periféricas.
A música também faz uma defesa clara do samba de raiz, ao afirmar: “Para eu cantar um samba / Não precisa orquestração / Gosto mais de uma cuíca, um cavaquinho / Um pandeiro e um violão”. Com isso, rejeita a sofisticação excessiva e valoriza os instrumentos tradicionais, ressaltando a simplicidade e a essência do gênero. O clima descontraído e alegre se mantém até o final, quando a narradora, empolgada com a roda de samba, diz de forma bem-humorada que “teve que gritar: Não vuo mais lá!”. Esse desfecho reforça o espírito festivo e contagiante do samba rasgado, típico das celebrações populares. A interpretação de Gal Costa potencializa essa atmosfera, unindo versatilidade e respeito à tradição do samba.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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