
Mirandum
Galandum Galundaina
Tradição e saudade em “Mirandum” de Galandum Galundaina
Em “Mirandum”, o Galandum Galundaina utiliza a repetição do nome da canção para evocar a identidade da região de Miranda do Douro e expressar um lamento coletivo diante da perda e da incerteza. O uso do mirandês, idioma tradicional local, reforça o compromisso do grupo com a preservação cultural, transformando a música em um ato de resistência e memória. A atmosfera melancólica é construída a partir da narrativa de alguém que partiu para a guerra e cuja volta é incerta, como nos versos “Num sei quando benerá / Se benerá por la Pascua / Ou se por la Trenidade?” (Não sei quando voltará / Se voltará na Páscoa / Ou se na Trindade?), que expressam esperança e dúvida, situando a espera em datas religiosas importantes e intensificando o sentimento de saudade.
A notícia de que “Mirandum yá ye muorto” (Mirandum já está morto) carrega um peso simbólico, podendo ser interpretada tanto como a morte literal de uma pessoa quanto como a perda de uma parte da cultura ou identidade local, ameaçada pelo esquecimento ou pela guerra. O refrão “Mirandum, Mirandum, Mirandela” reforça a ligação afetiva com o lugar e as pessoas, enquanto a repetição dos versos e a estrutura circular da letra acentuam a sensação de luto e de um ciclo que se repete. Assim, “Mirandum” se apresenta como uma elegia à terra natal e à tradição, marcada por tristeza, mas também pelo desejo de manter viva a memória coletiva das Terras de Miranda.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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