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Eu e a Natureza

Galante e Marinho

Letra

    A nascente é lá da mata
    Vai correndo na cascata
    Águas cristalina e pura
    Vai descendo serra abaixo
    Desaguando no riacho
    Revestido em pedras duras

    Água desce violenta
    As pedras quase arrebenta
    Não tem nada que segura
    No embalo da correnteza
    Forma linda cachoeira
    Cai cem metros de altura

    Onde começa o varjão
    Tem um pedaço de chão
    Terra preta bem escura
    É uma terra cem por cento
    Onde planto os mantimentos
    E canteiros de verduras

    O meu rancho está cercado
    Já tenho um pomar formado
    Bastante frutas maduras
    Passarinhos faz a festa
    Seu cantar forma uma orquestra
    Sem maestro e partitura

    Se o rio transborda a barranca
    No varjão as garças brancas
    Paturis e saracuras
    Maritacas na figueira
    As cigarras cantadeiras
    Precisa ver que loucura

    Na hora que esfria o Sol
    Eu vou pescar de anzol
    Deixo esquentando a gordura
    Pegar peixe é brincadeira
    Separo os grandes pra feira
    Os miúdos pra mistura

    Bem cedinho eu me levanto
    No fogão ali no canto
    Boto água pra fervura
    Já é costume da gente
    Faço um cafezinho quente
    Adoço com rapadura

    Tomo com broa de milho
    E biscoito de polvilho
    No meu rancho tem fartura
    Minha vida é só beleza
    Convivo com a natureza
    E tenho Deus na cobertura

    Composição: Galante / João Batista Lemos. Essa informação está errada? Nos avise.

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