Seca do Maranhão
Galego Aboiador
Resistência e fé diante da seca em “Seca do Maranhão”
A música “Seca do Maranhão”, de Galego Aboiador, retrata de forma clara o sofrimento causado pela seca no Maranhão, especialmente entre os trabalhadores rurais e seus animais. O artista destaca a gravidade da situação ao citar: “oitenta e um não choveu no Maranhão / oitenta e dois a crise foi de matar / oitenta e três ainda foi muito pior”, mostrando a sequência de anos difíceis e o impacto direto na vida das pessoas e do gado, que enfrenta fome e sede. A letra evidencia o desespero dos fazendeiros, que veem seus recursos se esgotarem e a esperança desaparecer junto com a água e o pasto.
Galego Aboiador utiliza o aboio, canto tradicional dos vaqueiros, para expressar a resiliência do povo sertanejo. Mesmo diante da adversidade — “não tem um talo de capim no meu cercado / o jeito agora é morrer tudo de sede que o Maranhão agora está acabado” —, a fé permanece como elemento central. A narrativa muda quando “Deus do céu com o seu poder sagrado vendo os clamores da triste situação... mandou chuva pra o chão”, mostrando a esperança renovada com a chegada da chuva em 1984. O final da música celebra a recuperação e a gratidão: “graças a Deus nosso pai da criação”. Assim, a canção valoriza a memória cultural do Nordeste, denuncia as dificuldades enfrentadas e exalta a força e a esperança do povo diante das adversidades.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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