
Arizé
Gangrena Gasosa
Zé Pelintra e a marginalidade em “Arizé” da Gangrena Gasosa
A música “Arizé”, da Gangrena Gasosa, utiliza a figura de Zé Pelintra para abordar temas como marginalização, sofrimento e abandono social. Tradicionalmente visto como uma entidade protetora nas religiões afro-brasileiras, Zé Pelintra é retratado aqui de forma crua, simbolizando as dificuldades enfrentadas pelas camadas mais vulneráveis da sociedade. O verso “Zé Pelintra é fome, é desemprego e miséria / É a doença sem cura, é a gangrena venérea” associa diretamente a entidade às mazelas sociais, usando uma linguagem direta para expor a realidade de quem vive à margem.
A letra segue uma narrativa sombria, apresentando Zé Pelintra como a personificação dos males cotidianos: “É mandinga que aleija, é só coisa ruim / É se afundar na cachaça e morrer indigente”. Ao listar tragédias como doenças, vícios e pobreza, a música denuncia o descaso social e a falta de oportunidades, transformando a entidade em metáfora da exclusão. O tom agressivo, reforçado por frases como “Quem mexer comigo tá doido ou tá danado”, também serve de alerta para quem desrespeita as tradições populares. Combinando o peso do heavy metal ao universo espiritual da Umbanda, “Arizé” se destaca como um retrato direto da marginalidade e um manifesto de resistência cultural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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