
Chuta Que É Macumba
Gangrena Gasosa
Hipocrisia religiosa e intolerância em “Chuta Que É Macumba”
A música “Chuta Que É Macumba”, da Gangrena Gasosa, utiliza sarcasmo e deboche para expor a hipocrisia de quem prega respeito religioso, mas demonstra medo e repulsa diante das religiões de matriz africana. O verso “Quem tem cu tem medo / As preguinhas ficam tensas / Quando passa por despacho / Sempre pede uma licença” evidencia o desconforto e o preconceito de pessoas de diferentes crenças ao se depararem com oferendas de Umbanda ou Candomblé, mesmo quando afirmam ser tolerantes. A expressão “chuta que é macumba” é usada de forma irônica para criticar essa reação ignorante e discriminatória, destacando o contexto histórico de preconceito contra práticas afro-brasileiras.
A letra também aponta incoerências presentes em várias religiões, criticando o sacrifício animal, o machismo e a violência em diferentes tradições, além de ironizar o medo do “diabo” entre evangélicos. Ao dizer “Meu Exu acabou de comer / Pó parar de tremer”, a banda brinca com o temor infundado em torno das entidades afro-brasileiras, enquanto o refrão repete o bordão preconceituoso para escancarar sua estupidez. O tom direto e agressivo, característico do Gangrena Gasosa, serve para provocar reflexão e desconstruir estereótipos, usando o humor ácido como ferramenta contra a intolerância religiosa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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