
Deus do Metal
Gangrena Gasosa
Fusão de espiritualidade e resistência em “Deus do Metal”
“Deus do Metal”, da Gangrena Gasosa, faz uma conexão ousada entre o universo do heavy metal e a espiritualidade afro-brasileira, especialmente ao associar Ogum, orixá da guerra e do ferro, à força do metal. O verso “Ogum Deus do Metal / É fogo, é sangue na terra” reforça a imagem combativa de Ogum e sugere que a energia do metal é uma extensão de sua força espiritual, criando um paralelo direto entre o som pesado e a proteção mística.
A música também destaca a presença de Exu e suas falanges, como em “A falange de Exu, Laroyê / Serve ao trono de Ogum Xoroquê”, mostrando respeito às entidades do candomblé e da umbanda, ao mesmo tempo em que desafia o conservadorismo e a intolerância religiosa. O tom de enfrentamento aparece em versos como “Tentei na paz, agora não dá mais / Essa demanda só metal pra resolver”, indicando que, diante de injustiças, a resposta precisa ser firme, tanto no plano espiritual quanto musical. Elementos como o “galo preto” e o “tridente de Exu” reforçam o sincretismo religioso e a ideia de proteção contra o mal. Ao citar “Também fecho com Jorge / Com suas armas vou lutar”, a banda faz referência a São Jorge, sincretizado com Ogum, ampliando o diálogo entre diferentes tradições. Assim, “Deus do Metal” celebra a diversidade religiosa e cultural, usando humor ácido e crítica social para afirmar a identidade do “saravá metal” e promover reflexão sobre respeito e resistência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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