
Espelho Meu
Gapes
Reflexão e sobrevivência urbana em “Espelho Meu” de Gapes
Em “Espelho Meu”, Gapes utiliza a repetição da frase “espelho, espelho meu” não apenas como referência ao conto de fadas, mas como um convite ao autoconfronto. O narrador se vê obrigado a encarar suas próprias escolhas e pecados diante da realidade dura do cotidiano urbano. O trecho “No plantão de radar / Ninguém vai entrar / Se tu vir olhar torto / Sua alma subiu” destaca o clima de constante vigilância e ameaça, mostrando que sobreviver nesse ambiente exige desconfiança e dureza, já que qualquer deslize pode ser fatal.
A crítica ao materialismo aparece de forma direta em “No livro apocalipse / A besta é uma cédula”, conectando a ganância e o dinheiro ao mal descrito no Apocalipse bíblico. Isso reforça a ideia de que o dinheiro corrompe e dita as regras, tornando todos reféns de um ciclo de violência e busca por poder. O fatalismo está presente em versos como “Tudo que começou / Sempre vai terminar”, sugerindo que não há saída desse ciclo. A música também expõe a necessidade de proteção e frieza emocional, como em “Tem uma uzi na escolta / Corre pra copa / Se esse pussy não pagar / Você sabe, nóis cobra”. No fim, “Espelho Meu” retrata de forma direta a adaptação necessária para sobreviver, mesmo que isso signifique conviver com os próprios pecados.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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