
Transcendência Kanamari
Boi Garantido
Rituais e espiritualidade em “Transcendência Kanamari”
“Transcendência Kanamari”, do Boi Garantido, mergulha na cosmologia do povo Kanamari ao destacar o jaguar, chamado de dyohko, como figura central que conduz e transforma as almas. A letra faz uso de imagens marcantes como “serpentes de fogo”, “harpias no céu” e “mahwá ayauhasca” para criar uma atmosfera que remete aos rituais xamânicos e ao universo espiritual indígena. Esses elementos dialogam diretamente com a apresentação do Festival de Parintins, em que o pajé Adriano Paketá encenou a passagem do “Céu Antigo” para o “Céu Novo”, reforçando a importância dos rituais de transição e da conexão com os ancestrais.
A música utiliza termos indígenas e referências à natureza para valorizar a força da floresta e dos espíritos ancestrais. Expressões como “te devoram”, “andarilhos do submundo” e “velhos espíritos da escuridão” apontam para desafios espirituais e provações típicas dos rituais de passagem, muitas vezes associados ao uso da ayahuasca. O trecho “Eu sou o voo sagrado, os olhos das eras / Eu sou o canto e as flechas / A cura da terra, o coração de jaguar” resume a ideia de transcendência, mostrando o indivíduo integrado às forças míticas e ao ciclo de cura e renovação da natureza. Assim, a canção vai além da homenagem à cultura Kanamari, convidando o ouvinte a vivenciar uma jornada sensorial e espiritual entre o mundo físico e o sagrado.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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