
Escolas
Garotos Podres
Crítica social e rebeldia em “Escolas” dos Garotos Podres
A música “Escolas”, dos Garotos Podres, faz uma crítica direta ao sistema educacional brasileiro, mostrando como ele serve mais para controlar do que para libertar. O verso “nos ensinam apenas a sentar e calar a boca” deixa claro o descontentamento com a falta de estímulo ao pensamento crítico e à participação ativa dos alunos. Já a frase “professores marionetes controlados pelo Estado” aponta para a falta de autonomia dos educadores, que acabam reproduzindo regras e valores impostos de cima, sem espaço para questionamento ou inovação.
Lançada em 1988, pouco depois do fim da ditadura militar, a música ganha ainda mais peso ao denunciar estruturas autoritárias que persistiam na sociedade. As metáforas “cordeirinhos domesticados” e “operários escravizados” mostram como a escola prepara os jovens para aceitar trabalhos repetitivos e alienantes, sem espaço para rebeldia ou criatividade. O trecho “carrascos ponteiros do relógio” transforma o tempo escolar e o tempo de trabalho em símbolos de opressão. O refrão “me mandaram à escola para me dominar, manipular, escravizar, domar” resume a mensagem central: a escola é vista como um mecanismo de controle social, e não de emancipação. Essa postura crítica e engajada reflete o espírito punk da banda, sempre questionando o status quo e defendendo a liberdade individual.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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